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Compartilhando com vocês meu trabalho da Faculdade com nota máxima “Criptomoedas lei da oferta e demanda”.
As criptomoedas são moedas digitais ou ativos virtuais que utilizam a tecnologia Blockchain para registrar e validar suas transações.
A Blockchain é um site/programa que funciona como um grande banco de dados público e descentralizado, onde qualquer pessoa pode acompanhar as movimentações realizadas pelas carteiras digitais, verificando entradas, saídas e transferências de valores (não conseguimos saber quem são as pessoas, mas conseguimos ver as carteiras que movimentam os valores).
As carteiras digitais são conjuntos de caracteres compostos por letras e números, criados para armazenar, receber e transferir criptomoedas.
Como? Criamos um endereço (pode ser criado tanto offline como online e de várias formas) que nos dá uma chave de recuperação secreta.
O acesso a essas carteiras através de uma chave de recuperação secreta (normalmente formada por 12-24 palavras) garante o acesso total aos ativos armazenados. Por esse motivo, essa chave nunca deve ser compartilhada.
Fatores que impactam neste mercado
No mercado de criptomoedas, especialmente no caso do Bitcoin, a Lei da Oferta e da Demanda possui forte influência sobre a formação dos preços. Segundo a teoria econômica, quando a demanda por um produto aumenta e sua oferta permanece limitada, o preço tende a subir. Da mesma forma, quando há queda na procura, os preços tendem a cair.
O Bitcoin possui uma característica considerada importante nesse processo: sua escassez. O protocolo/a programação do Bitcoin foi criada para permitir a existência máxima de apenas 21 milhões de unidades. Diferentemente das moedas tradicionais, como o Real ou o Dólar, que podem ser emitidas pelos Bancos Centrais, o Bitcoin possui uma quantidade limitada e programada matematicamente, o que faz muitos investidores enxergarem o ativo como uma proteção contra a inflação monetária.
Mineração
A mineração do Bitcoin é um fator importante e funciona através da resolução de cálculos matemáticos (é como se fosse um sudoku) realizados por computadores. Aproximadamente a cada 10 minutos um novo bloco é criado na rede, e o computador que resolve primeiro o problema matemático recebe uma recompensa em Bitcoins.
Quanto é a recompensa por bloco minerado? Quando o Bitcoin foi criado, a recompensa por bloco era de 50 Bitcoins. Entretanto, a cada quatro anos ocorre o chamado “Halving”, evento que reduz pela metade a recompensa da mineração, diminuindo gradativamente a oferta de novos Bitcoins no mercado.
Ou seja, temos essas datas do halving e ao lado a quantidade que era pago pela resolução do problema matemático na mineração:
- 1º Halving – 28 de novembro de 2012: de 50 para 25 BTC;
- 2º Halving – 9 de julho de 2016: de 25 para 12,5 BTC;
- 3º Halving – 11 de maio de 2020: recompensa reduzida para 6,25 BTC;
- 4º Halving – 19/20 de abril de 2024: recompensa reduzida para 3,125 BTC.
Nesse momento, aproximadamente a cada 10 minutos, entram novos 3,125 BTC na rede.
- Bitcoin foi criado em 31/10/2008 pelo Satoshi Nakamoto (pseudônimo).
- Primeira mineração foi em 03/01/2009
- O último Halving do Bitcoin só ocorrerá em 2140.
Hoje em dia está bem caro comprar os equipamentos para fazer a mineração, fora os gatos de energia (pelo menos no Brasil).
Dessa forma, enquanto a oferta de novos Bitcoins diminui ao longo do tempo, a demanda pode continuar crescendo conforme mais pessoas e empresas passam a investir no ativo. Isso ajuda a explicar porque o preço do Bitcoin apresenta grandes valorizações em determinados períodos.
Impacto no preço
Diversos fatores impactam diretamente o mercado de criptomoedas, como:
- aumento da procura por investidores;
- entrada de grandes empresas e fundos financeiros no mercado;
- regulamentações governamentais;
- notícias positivas ou negativas;
- especulação financeira;
- influência das redes sociais;
- inflação das moedas tradicionais;
- crises econômicas;
- custo da mineração e energia elétrica.
Outro aspecto importante é o chamado “efeito manada”. Muitas vezes os investidores compram criptomoedas apenas porque o preço está subindo (FOMO = medo de ficar de fora/ perder oportunidades) e outras pessoas também estão comprando. O mesmo acontece nas quedas, quando muitos vendem seus ativos por medo de perder dinheiro, aumentando ainda mais a volatilidade do mercado. O mesmo ocorre com grandes gestoras que ofertam os ETFs e vemos grandes compras ou vendas, seguindo o mercado.
Momento atual
Hoje, além disso, serve como uma “arma” contra o governo, onde se você criar uma carteira com uma senha adicional (prefiro não utilizar os termos em inglês para ficar mais fácil de entender) ninguém (juiz, viagens para outros países, etc) conseguirão ter acesso.
“O Bitcoin é o primeiro ativo na história da humanidade que você leva com você pro caixão” – Renato Amoedo.
Inclusive, por esse motivo de poder criar senhas ou perderem as chaves de recuperação, estima-se que cerca de 2,3 ~ 4 milhões de Bitcoins estão perdidos na rede para sempre.
Altcoins
Além do Bitcoin, existem também as chamadas “altcoins”, que são criptomoedas alternativas. Diferentemente do Bitcoin, que funciona de maneira descentralizada, muitas altcoins possuem empresas, organizações, organizações autônomas descentralizadas (as DAO) responsáveis pelo desenvolvimento do projeto. Algumas delas podem inclusive controlar parte da rede ou congelar ativos, como já ocorreu em casos envolvendo a stablecoins USDT da empresa Theter.
Também existem projetos conhecidos como “pump and dump”, nos quais determinados grupos promovem forte divulgação/marketing de uma criptomoeda para atrair investidores e elevar artificialmente o preço do ativo. Após a alta, os criadores ou grandes investidores vendem suas posições, fazendo o preço despencar e causando prejuízos para muitas pessoas.
Até o momento, a maior lógica que percebo para comprar altcoins, são a assimetria ou o potencial de ganhos ser supostamente mais alto que o do Bitcoin.
Por exemplo: de 09/03/2020 até 01/11/21 o Bitcoin saiu de aproximadamente 4200 dólares para ~69 mil dólares ou seja, aproximadamente 1500%, 15x de retorno caso comprasse e vendesse nessas datas.
Nessas mesmas datas citadas acima, vimos o Ethereum (a segunda maior moeda/altcoin do mercado) sair de aproximadamente 108 dólares para 4800 dólares ou seja aproximadamente 4430%, 44x de retorno.
Como o retorno passado, não é garantia do retorno no futuro, nesse ciclo de alta (2022 – 2025) o Bitcoin subiu aproximadamente (desde o fundo até seu topo) ~715%, enquanto o Ethereum, cerca de ~450%.
Conclusão
Portanto, o mercado de criptomoedas está diretamente relacionado à Lei da Oferta e da Demanda. A escassez do Bitcoin, combinada com o aumento da procura e da especulação financeira, influencia constantemente o comportamento dos preços. Dessa forma, as criptomoedas representam um exemplo atual e prático de como os conceitos econômicos estudados se aplicam ao mercado financeiro moderno.
Para mais, continue lendo nossos artigos em: vireiinvestidor.com.
